segunda-feira, maio 14, 2007

Acadêmicos são excluídos do processo de criação da Universidade


Caros companheiros acadêmicos das faculdades de Jacarezinho:

Sabemos que o momento é de felicidade. A criação da universidade do norte do Paraná realiza um sonho para a região. Porém, devemos nos manter atentos para que a criação dessa universidade ultrapasse os limites das fachadas das instituições, para que não ocorra o que aconteceu com a extinta UNESPAR, que não saiu do papel.

A criação da UENP agora abre espaço para que lutemos pela melhoria na qualidade do ensino de nossas faculdades. Sendo assim, o jornal INFORMAÇÃO propõe a mudança total das grades curriculares dos cursos de licenciatura das faculdades de Jacarezinho. Desde a fundação da FAFIJA, na década de 60, pouco mudou além de sua estrutura física de nossa faculdade. O sistema de avaliação dos alunos não passou por transformações, sendo realizado através de provas bimestrais, que a muito já foram consideradas ultrapassadas nas melhores instituições de ensino no nosso país.

Propomos então a criação de uma grade curricular semestral, com cursos opcionais (o aluno matriculado terá, por exemplo, no máximo 5 disciplinas obrigatórias e as demais deverão ser escolhidas pelo próprio acadêmico no ato da matrícula) dessa forma, abre-se espaço para a interdisciplinaridade já que, um aluno de literatura poderá se matricular em uma matéria antes restrita ao curso de história.

Entretanto, infelizmente, nós acadêmicos estamos sendo excluídos do processo de criação da Universidade. As reuniões para a definição do Plano de Político Pedagógico Institucional (PPPI) ocorreram a portas fechadas sem a participação dos acadêmicos, da mesma forma que ocorreu com o estatuto, que não contou com acadêmicos na elaboração de seu texto.

Nós acadêmicos somos os principais interessados no futuro de nossa instituição, uma vez que, seremos nós os principais afetados pelo PPPI.

A desculpa dada pelos professores envolvidos na elaboração do PPPI e do Estatuto da UENP, para que não haja participação discente na elaboração dos textos, é que somos massa transitória. Porém temos que lembrar que o contrato dos professores colaboradores dura no máximo dois anos, enquanto nós permanecemos por no mínimo 4 anos na universidade.

Companheiros, a hora é de luta para que a Universidade seja do jeito que sonhamos!

VII Congresso de Educação da Fafija


Entre os dias 08 e 11 de maio ocorreu o VII Congresso de Educação da Faculdade de Filosofia de Jacarezinho. A abertura do congresso foi no cine teatro Iguaçu com o pedagogo César Nunes que tratou das questões da socialização da educação e da interdisciplinaridade.

Nos dias 09 e 10 aconteceram nas dependências da faculdade oficinas e mini-cursos ministrados tanto por professores como por acadêmicos da Faculdade de Filosofia.

O sistema de participação nas oficinas funcionou da mesma maneira que ocorrem as aulas em universidades com cursos opcionais, onde os próprios acadêmicos escolhem quais cursos querem freqüentar. No encerramento do congresso ocorreu uma palestra com o pedagogo Roberto Carlos Ramos, da Unicamp.


Apenas um fato manchou o brilho do congresso: Na terça-feira um grupo de acadêmicos e repórteres do jornal INFORMAÇÃO que queriam assistir a palestra de abertura do congresso foram barrados por não terem pago os R$35 de inscrição. Depois de exporem que todos têm direito de acesso a cultura (ainda mais por se tratar de um evento organizado por uma instituição pública) houve a ameaça de serem expulsos pelos seguranças do evento. Somente após grande discussão é que foi liberada a entrada dos acadêmicos.

No mais o congresso foi um grande sucesso, e exemplo de que com investimento nos acadêmicos o nível de produção cultural da faculdade só tende se elevar.