Acadêmicos são excluídos do processo de criação da Universidade
Caros companheiros acadêmicos das faculdades de Jacarezinho:
Sabemos que o momento é de felicidade. A criação da universidade do norte do Paraná realiza um sonho para a região. Porém, devemos nos manter atentos para que a criação dessa universidade ultrapasse os limites das fachadas das instituições, para que não ocorra o que aconteceu com a extinta UNESPAR, que não saiu do papel.
A criação da UENP agora abre espaço para que lutemos pela melhoria na qualidade do ensino de nossas faculdades. Sendo assim, o jornal INFORMAÇÃO propõe a mudança total das grades curriculares dos cursos de licenciatura das faculdades de Jacarezinho. Desde a fundação da FAFIJA, na década de 60, pouco mudou além de sua estrutura física de nossa faculdade. O sistema de avaliação dos alunos não passou por transformações, sendo realizado através de provas bimestrais, que a muito já foram consideradas ultrapassadas nas melhores instituições de ensino no nosso país.
Propomos então a criação de uma grade curricular semestral, com cursos opcionais (o aluno matriculado terá, por exemplo, no máximo 5 disciplinas obrigatórias e as demais deverão ser escolhidas pelo próprio acadêmico no ato da matrícula) dessa forma, abre-se espaço para a interdisciplinaridade já que, um aluno de literatura poderá se matricular em uma matéria antes restrita ao curso de história.
Entretanto, infelizmente, nós acadêmicos estamos sendo excluídos do processo de criação da Universidade. As reuniões para a definição do Plano de Político Pedagógico Institucional (PPPI) ocorreram a portas fechadas sem a participação dos acadêmicos, da mesma forma que ocorreu com o estatuto, que não contou com acadêmicos na elaboração de seu texto.
Nós acadêmicos somos os principais interessados no futuro de nossa instituição, uma vez que, seremos nós os principais afetados pelo PPPI.
A desculpa dada pelos professores envolvidos na elaboração do PPPI e do Estatuto da UENP, para que não haja participação discente na elaboração dos textos, é que somos massa transitória. Porém temos que lembrar que o contrato dos professores colaboradores dura no máximo dois anos, enquanto nós permanecemos por no mínimo 4 anos na universidade.
Companheiros, a hora é de luta para que a Universidade seja do jeito que sonhamos!


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